É com muita alegria que chegamos ao quarto episódio!
EPISÓDIO IV de TEXTO EX MACHINA, uma websérie que pretende explorar e buscar relações entre o texto teatral e a linguagem audiovisual.
Assistam em HD clicando aqui:
https://www.facebook.com/coletivovolante/videos/1015604575145844/?pnref=story
TEXTO: VALSA AZUL, de Bruno Alves
Leitura de Lais Lira e Joelle Malta (cia do chapéu)
Karina May (SOLAR: laboratório de meditação).
.
Direção, fotografia e Montagem de Nivaldo Vasconcelos.
Assistência: Bruno Alves e Felipe Benicio.
Assistente de montagem: Felipe Benicio.
REALIZAÇÃO
Coletivo Volante
Estúdio Atroá
Os episódios de TEXTO EX MACHINA estarão quinzenalmente na Página do Coletivo Volante.
Próximo episódio: Quinta, 10 de setembro às 20h.
ASSISTA AOS EPISÓDIOS ANTERIORES:
EPISÓDIO I
https://www.facebook.com/coletivovolante/videos/994968943876074/?pnref=story
EPISÓDIO II
https://www.facebook.com/coletivovolante/videos/vl.1682563795307314/999674193405549/?type=1&theater
EPISÓDIO III
https://www.facebook.com/coletivovolante/videos/1008174102555558/?video_source=pages_finch_thumbnail_video
27 agosto 2015
Espetáculo "Volante" na Casa Juvenópolis
Dia 26-08 o encontro se deu na Casa Juvenópolis a convite da Secretaria Municipal de Educação de Maceió através do Departamento de Educação de Jovens e Adultos com o Programa Brasil Alfabetizado.
A Casa Juvenópolis acolhe jovens e adultos que querem recomeçar suas vidas e serem inseridos num ambiente com mais oportunidades. Cerca de cinquenta moradores da casa assistiram nessa manhã ao espetáculo "Volante".
A primeira coisa que me chamou atenção no ambiente foi ele estar rodeado por natureza e tranquilidade. Depois encontrei na chegada uma arena de teatro no meio de toda aquela vibração de paz. Parecia um teatro romano. Quando vi aquela lindeza decidi na hora que apresentaria ali. Não sabia que em Maceió existia um espaço de teatro tão lindo como aquele, embora seja um espaço de uso exclusivo para as atividades da casa. Que riqueza saber que alguém pensou em construir aquele espaço dentro da instituição. Uma acústica muito boa e ao redor o vento, o canto dos pássaros, a dança das árvores.
Dois rapazes vieram me receber. Queriam ficar por perto me vendo montar toda a estrutura do espetáculo. Faziam perguntas sobre como fariam para fazer teatro.
"Comecem aqui. Aproveitem e comecem logo" eu os dizia.
Por volta das 11h o espetáculo começou. Plateia atenta. Olhar aberto e coração pulsante. Alguns riam, outros ainda pareciam distantes, aos poucos alguma coisa de meu personagem chegava ao coração. Coisa que talvez eu nunca vá saber. Era uma troca muito generosa. Existia sinceridade nos olhos daquelas pessoas. Eu estava movido de amor. O encontro, a experiência teatral é essa oportunidade de empatia com o outro.
Chegou uma hora em que meu personagem pediu presentes para levar com ele em sua jornada. Pela primeira vez não ganhei nada material. Um homem gritou "só posso lhe dar a minha gratidão". E palavras de desejos positivos foram surgindo da plateia e sendo guardadas dentro da carroça de Severino.
O espetáculo terminou. Conversamos por alguns minutos antes que fossem para a aula de música. Tiramos esta foto que aqui está juntos. Partilhamos impressões.
A gente se reconheceu no dia de hoje. Existia uma vibração tão forte que só o olho no olho podia provocar.
No final o rapaz que queria fazer teatro veio me pedir um endereço de uma escola que ele pudesse procurar para fazer seu curso de teatro.
"Logo a gente se encontra. Vamos nos prometer que não vamos desistir" falei e me despedi.
Registro nesse diário o meu agradecimento e a certeza que fui feliz ali. Voltei com uma carroça cheia. Cheia de vida! Vida pulsante de uma casa cheia de esperança.
A Casa Juvenópolis acolhe jovens e adultos que querem recomeçar suas vidas e serem inseridos num ambiente com mais oportunidades. Cerca de cinquenta moradores da casa assistiram nessa manhã ao espetáculo "Volante".
A primeira coisa que me chamou atenção no ambiente foi ele estar rodeado por natureza e tranquilidade. Depois encontrei na chegada uma arena de teatro no meio de toda aquela vibração de paz. Parecia um teatro romano. Quando vi aquela lindeza decidi na hora que apresentaria ali. Não sabia que em Maceió existia um espaço de teatro tão lindo como aquele, embora seja um espaço de uso exclusivo para as atividades da casa. Que riqueza saber que alguém pensou em construir aquele espaço dentro da instituição. Uma acústica muito boa e ao redor o vento, o canto dos pássaros, a dança das árvores.
Dois rapazes vieram me receber. Queriam ficar por perto me vendo montar toda a estrutura do espetáculo. Faziam perguntas sobre como fariam para fazer teatro.
"Comecem aqui. Aproveitem e comecem logo" eu os dizia.
Por volta das 11h o espetáculo começou. Plateia atenta. Olhar aberto e coração pulsante. Alguns riam, outros ainda pareciam distantes, aos poucos alguma coisa de meu personagem chegava ao coração. Coisa que talvez eu nunca vá saber. Era uma troca muito generosa. Existia sinceridade nos olhos daquelas pessoas. Eu estava movido de amor. O encontro, a experiência teatral é essa oportunidade de empatia com o outro.
Chegou uma hora em que meu personagem pediu presentes para levar com ele em sua jornada. Pela primeira vez não ganhei nada material. Um homem gritou "só posso lhe dar a minha gratidão". E palavras de desejos positivos foram surgindo da plateia e sendo guardadas dentro da carroça de Severino.
O espetáculo terminou. Conversamos por alguns minutos antes que fossem para a aula de música. Tiramos esta foto que aqui está juntos. Partilhamos impressões.
A gente se reconheceu no dia de hoje. Existia uma vibração tão forte que só o olho no olho podia provocar.
No final o rapaz que queria fazer teatro veio me pedir um endereço de uma escola que ele pudesse procurar para fazer seu curso de teatro.
"Logo a gente se encontra. Vamos nos prometer que não vamos desistir" falei e me despedi.
Registro nesse diário o meu agradecimento e a certeza que fui feliz ali. Voltei com uma carroça cheia. Cheia de vida! Vida pulsante de uma casa cheia de esperança.
Bruno Alves
25 agosto 2015
"Diálogos" / "Sinantropia, ou Corpo de Gente" por Bruno Alves
Utilizei da repetição e o uso de um elemento/metáfora que aparece constantemente na vida das personagens como forma de expressar as incertezas e incomunicabilidade que ronda o ambiente em que estão inseridos.
Comecei a escrever depois de sentar num banco de praça e observar sem compromisso o movimento da vida naquele lugar.
Esse texto me vem de alguma maneira das leituras de Samuel Becket, no qual vou tentando antropofagicamente resignificar a espera de algum Godot com a crescente ausência de pombos na praça e a chegada de alguém não se sabe de onde e nem para quê. É uma possibilidade de redesenhar uma realidade, de experimentar os diálogos confusos, a ausência de nome, a animalização do ser humano e o incômodo de dividir um mesmo espaço. Aqui é uma suposição/provocação do que na vida certamente é cruel.
O texto foi entregue para atrizes e diretor.
Nesse terceiro episódio uma das coisas que me chamou atenção foi o diálogo cada vez mais crescente da linguagem do texto teatral com a releitura audiovisual. Aqui duas mulheres interpretam homens o que talvez em um filme não seja tão comum, porque no teatro esse passeio pelos gêneros sempre acontece, mas não é só isso que me deixa provocado, nesse episódio o diretor opta pela inserção da rubrica e recria a sua rubrica durante a filmagem. Vou entendo que “Texto Ex Machina” é um espaço de dramaturgias. Espaço de dramaturgia de ator/atriz, de diretor e de quem assiste.
Nivaldo permite e impulsiona para que as atrizes coloquem sua presença nessa composição.
Emoção!
Acompanhei a gravação e sempre com o olhar de observação e atenção as leituras que vão surgindo. Foram cinco horas de construção. Não converso com as atrizes ou diretor sobre o que eu quis dizer, porque isso eu já fiz escrevendo, agora me cabe receber as novas leituras sobre o texto para avaliar e aperfeiçoar essa escrita. Cabe a mim experienciar o texto naqueles corpos, corações e lentes. E que coisa engraçada essa dos textos para teatro guardados em gavetas virem à cena através de uma janela virtual.
Percebo que acontece. Percebo que flui de alguma maneira dentro do processo de criação de outros artistas. Isso instiga!
Assisto e me emociono. Assisto de novo e volto ao estudo do texto.
Rayane Wise e Wanderlândia Melo entregaram seus corações naquela tarde. Via em seus olhos a emoção do encontro, da descoberta. A gente descobria junto cada frase que ia sendo lida. Essas contribuições que elas e ele trazem me ajudam a entender o texto, porque agora ele vive de alguma maneira dentro de alguém e ver de fora possibilita uma maior capacidade crítica para buscar melhorar e trabalhar cada vez mais.
Torço para que esses momentos sejam ricos de aprendizado para todxs nós e que de alguma maneira o acontecimento teatral/audiovisual aconteça dentro de quem por aqui chegar.
Viva as dramaturgias e todas as suas possibilidades de encontro!
Bruno Alves
Os episódios de TEXTO EX MACHINA estarão quinzenalmente na Página do Coletivo Volante.
Não percam dia 27, às 20h, a estreia do EPISÓDIO IVde TEXTO EX MACHINA: VALSA AZUL.
Leitura de Lais Lira e Joelle Malta (cia do chapéu)
Karina May (SOLAR: laboratório de meditação).
Texto de Bruno Alves.
Direção, fotografia e Montagem de Nivaldo Vasconcelos.
Assistência: Bruno Alves e Felipe Benicio.
Assistente de montagem: Felipe Benicio.
ASSISTA O TEASER
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EPISÓDIO I
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EPISÓDIO III
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