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09 dezembro 2018

Dramaturgia da Luz com Karina Figueredo

@karinafigueredoluz passou por aqui para compartilhar conosco possibilidades no universo da iluminação cênica.
A oficina foi parte do Sesc Dramaturgias.
Gratidão!


04 julho 2017

Saiu a Revista #Textão nº2

Saiu a #Textão!
Acesse no link:

http://online.fliphtml5.com/eojs/dift/



Uma palavra/ação de cada vez. Assim vamos fortalecendo a nossa caminhada.
A edição número dois celebra a existência em teatro e principalmente a resistência.
A Cia Do Chapéu celebra em 2017 seus 15 anos de teatro em Alagoas. Compartilham conosco aqui na revista memórias desse caminho de descobertas e aprendizados. Eles com suas/nossas histórias nos formaram e incentivaram a continuar. Estão aqui para dizer que juntos nós podemos ir mais longe.
Leandro Silva, um artista bonequeiro inquieto e persistente, nos fala de sua experiência com o espetáculo “Devaneios” do Grupo Fuzuê Teatro de Animação que possui sede na cidade de Porto Alegre – RS. Saber os caminhos percorridos na construção do espetáculo e perceber as inquietações do grupo nos faz ter impulso para ousar vivenciar experiências cada vez mais fortes.
Adélia Nicolete contribui conosco mais uma vez. Ela mediou uma entrevista com o dramaturgo Luís Alberto de Abreu. Ler a entrevista dele nos mostra horizontes que a sua experiência vem descobrindo nesses anos de escrita para teatro. Somos muito gratos por essa oportunidade de aprendizado.
Compartilhamos com vocês um texto que escrevi em 2015, chamado “Sinantropia, ou Corpo de Gente”. Esse texto virou material audiovisual no projeto ”Texto Ex Machina”. Na época em que escrevi vivenciava com Rayane Wise e Wanderlândia Melo um estágio na Secretaria Municipal de Educação de Maceió. Nossas conversas, vivencias e percepções do nosso espaço tentei transformar em cenas que as mesmas atrizes deram vida no projeto audiovisual. Não esqueça também de assistir o episódio na nossa página no facebook e no canal do youtube.
Nivaldo Vasconcelos, que além de ser responsável pela diagramação e arte da revista, nos traz mais uma dica valiosa de filmes para nossos estudos.
Em #ProntoFalei escrevo sobre os caminhos de construção de “Incelença”, o novo espetáculo do Coletivo Volante de Teatro.
Tem também uma galeria linda da passagem do grupo Clowns de Quinta pelo Teatro Deodoro é o Maior Barato. 
A número dois está aqui prontinha para você descobrir nesses próximos meses!
Não esqueça que esse espaço também é seu, então, nos envie sua experiência com teatro. Nós vamos adorar recontar por aqui!
Bruno Alves
coletivovolante@gmail.com

19 maio 2017

Diálogos sobre dramaturgia


Hoje à tarde tive a oportunidade de conhecer estudantes da rede estadual do 1º ano do ensino médio da Escola José da Silveira Camerino aqui em Maceió. Foi um convite da atriz e professora Louryne Simões do Teatro da Poesia. Por lá estão estudando os gêneros textuais e hoje foi dia de falar sobre o gênero dramático.


Resolvi chamar essa conversa de “A literatura dramática e a dramaturgia construída para a cena nos espetáculos em Alagoas”.
Falei um pouco sobre o começo dos textos dramáticos, seu movimento ao longo da história do teatro, suas mudanças e seus diálogos na construção das cenas.
Refletimos juntos sobre as diversas formas de dramaturgia, como ele surge, onde pode estar e o que nos inspira a escrever, a transformar tudo isso em teatro. Citei Adélia Nicolete que recentemente nos deu entrevista falando sobre dramaturgia na revista #Textão.
Partilhei da minha experiência com o espetáculo “Volante” e os motivos de ir tecendo a dramaturgia ao longo do processo.
Louryne está em cartaz com “A Memória da Flor” e contou-nos como foi construindo a dramaturgia do espetáculo. Lemos juntos duas cenas da peça para irem sentindo o clima.
Houve um momento que observei que Louryne e eu somos atores no exercício de dramaturgia em nossos espetáculos. Cheguei a questionar de onde teria vindo essa vontade e as primeiras respostam começaram a surgir a partir do entendimento da necessidade de se contar e descobrir uma dramaturgia de ator, visto a carência de pessoas interessadas em dramaturgia por aqui, nos últimos três anos pelo menos.
Louryne e eu fizemos a mesma oficina de dramaturgia com Vinicius Souza (MG) e depois daquele dia continuamos os estudos com um Clube de Dramaturgia. É legal ver como as coisas reverberam e vão tendo continuidades. Essa oficina de Vinicius foi muito importante para nós.
Por fim, tiramos um selfie e eu fiquei com vontade de querer falar mais e mais. Com o tempo a gente vai entendendo que a nossa experiência é também uma maneira mais próxima de nós relatarmos e entendermos de um assunto que nos interessa.
Esses estudantes foram muito generosos com a partilha. No final uma estudante veio até mim para perguntar como saber mais sobre o assunto. Quando isso acontece eu me sinto recebendo um belo presente.

Que mais encontros como esse aconteçam, porque todo lugar é lugar de dramaturgia.

Bruno Alves

17 maio 2017

Convite para Grupo de Estudos de Dramaturgia e Crítica Teatral

Convite
Grupo de Estudos:
Dramaturgias e Críticas Volantes

No mês de junho estarei retomando estudos sobre dramaturgias e querendo conhecer mais sobre o universo da crítica teatral contemporânea.
Será um espaço para escrever, ler textos teatrais, críticas de espetáculos, assistir filmes, palestras, dentre outras formas de diálogos sobre os assuntos.
Quero continuar a pesquisar sobre essas temáticas e gostaria de montar um grupo de estudos para descobrirmos juntos.
Funcionará da seguinte forma:
Dois encontros mensais com duração de três horas cada.
O local é aqui na minha casa.
Os dias e horários podemos definir juntos.
Os interessados podem enviar um e-mail, comentar por aqui, mandar mensagens inbox, WhatsApp...
E aí? Você vem?
coletivovolante@gmail.com
Abraços
Bruno Alves




15 maio 2017

Revista #Textão nº1 - Já está no ar!

É com muita alegria que compartilhamos com você a #Textão





Aqui no link:

#Textão é uma revista bimestral/digital/colaborativa voltada para o pensamento do fazer artístico em teatro. Buscando refletir as experiências em Alagoas e dialogar com pessoas e grupos de outros estados do Brasil.

É um espaço que é nosso. 
Sejam bem-vindas e bem-vindos!

Agradeço imensamente a Nivaldo Vasconcelos por impulsionar o surgimento dessa publicação e fazê-la acontecer.

Agradeço muito a dramaturga Adélia Nicolete por sua generosidade em compartilhar experiências e trazer uma entrevista riquíssima sobre dramaturgia.

Agradeço a Elaine Lima por apoiar, incentivar e estar junto conosco nessa primeira edição.

Viva os diálogos!
 Viva o teatro!

07 maio 2017

Conheça "#Textão" - Novo projeto!


E os textos continuam a sair das gavetas! 
E agora vocês podem ler, partilhar e quem sabe, MONTAR! 
O Coletivo Volante de Teatro a partir da experiência do TEXTO EX MACHINA lança em breve a HASHTAGTEXTÃO, uma publicação virtual bimestral com alguns dos textos integrais produzidos por Bruno Alves. É um material para atores, dramaturgos, amantes de teatro e todos que quiserem se aproximar.
Na edição nº 1 trazemos a cena curta “M”.
E o melhor, é tudo livre! #TEXTÃO #PARAVCMONTAR
Acompanhe nossa página e fique por dentro da nossa caminhada.

05 maio 2017

Amanhã tem "Texto Ex Machina"!

Já está tudo pronto para mais um episódio de "Texto Ex Machina".
Amanhã às 19h na nossa página do facebook e no youtube!


TEXTO EX MACHINA - Episódio 2.4 - A Ronda
Texto - A RONDA, de Bruno Alves
Direção, fotografia e montagem - Nivaldo Vasconcelos
Com Elaine Lima e Nathaly Pereira
Assistência de direção e Maquiagem: David Oliveira
Parceria do Coletivo Volante de Teatro e Estúdio Atroá
Agradecimentos: Clowns de Quinta e DITEAL

#alagoas #teatroalagoas #cinemaeteatro #webserie  #teatroalagoano #maceioalagoas #mcz #maceio #audiovisual #dramaturgia #releituras #atriz #palhaça #cineasta #dramaturgo #camera #texto #clownsdequinta #coletivovolantedeteatro #estudioatroa #mapadaviolencia #dialogos #facebook #fotografia #textoexmachina

29 abril 2017

"Texto Ex Machina" volta em maio!





“Texto Ex Machina” vem mudando nesta segunda temporada.
Na primeira (2015) o texto era entregue poucos dias antes e na maioria das vezes era recebido pelas atrizes e atores na hora da gravação. Agora atrizes e atores recebem o texto várias semanas antes.
É importante que cada pessoa tenha tempo para estudar o material e possa assim se apropriar dele, trazendo elementos do seu trabalho na construção da leitura.
O cenário continua sendo principalmente a nossa casa, porém, a proposta começa a ser “volante” e passa a se deslocar por outros espaços quando for necessário.
A captação de som também mudou, antes o som da câmera era nosso único recurso, mas para ampliar a relação do espectador com o texto, decidimos explorar mais as questões de som direto através de outros dispositivos de captação.
TEXTO EX MACHINA é Fazer leituras de textos teatrais autorais através da plataforma do audiovisual, no entanto, a receita ficou mais recheada:
A câmera e o som + diretor + atriz e ator + texto estudado previamente + Espaço mutável = Texto Ex Machina.
Em maio contamos com a releitura dramatizada de Elaine Lima e Nathaly Pereira, atrizes/palhaças do grupo Clowns de Quinta, do texto “A RONDA”.
Assistam os nossos episódios ! Essa Machina é nossa!

09 abril 2017

Por onde andamos – Quando você chegou aqui...



Saímos do primeiro encontro com a cabeça fervilhando de ideias.
Era momento de cada pessoa entrar na roda e construir o ritmo.
Abaixo eu vou escrevendo resumidamente como cada pessoa foi se colocando dentro da roda.

Nathaly Pereira  e Wanderlândia Melo:

As duas atrizes e palhaças vem de uma vivência muito forte da pesquisa do mundo da palhaçaria e viram no primeiro encontro a possibilidade de trabalhar a construção do “coro” através de jogos de palhaços e bufões.
Tivemos encontros em que trabalharam para que pudéssemos construir um corpo coletivo com ações e reações surgidas no encontro.
Wanderlândia foi inserindo frases do material textual que tínhamos em mãos e aos poucos íamos vendo como aquele pré-texto ia se inserindo dentro dos jogos e corpos.
O jogo do coro era um lugar em que percebíamos como nossa reação coletiva era por momentos violenta, mas que ao longo dos encontros fomos percebendo isso e encontrando mais cumplicidade do que afrontamento ao outro que estava conosco na roda.

Thiago Fernandes Amorim:

Thiago vem da recente vivência com o curso de iniciação ao teatro na Escola Técnica de Artes. Está atualmente estudando Ciências Sociais na UFAL e seu olhar para o espetáculo foi trazendo contribuições de reflexão social. Thiago nos trouxe livros e textos que falam sobre a violência na história do nosso estado. Thiago reflete bastante sobre as contribuições e vai transformando em texto as coisas que são vividas. Seu olhar e entrega assumem um lugar muito importante na construção.

Rayane Wise:

Rayane vem desde o primeiro espetáculo com o Coletivo Volante e foi com ela que vivenciei projetos como o “Ameriafro contos Volantes” na Aldeia Wassu-Cocal. Anterior a tudo isso ela traz uma paixão por Bertolt Brecht e o tem pesquisado para o seu Trabalho de Conclusão de Curso na UFAL.
Rayane trouxe para a roda o Gestus Social de Bertolt Brecht. Pudemos vivenciar, entender e refletir sobre a prática.

Nivaldo Vasconcelos:

Cineasta, fotografo... que mais? Ator.
Nivaldo colaborador do coletivo desde sua origem assume nesse espetáculo o desafio de ser ator, de atuar junto da gente.
Suas pesquisas com fotografia e audiovisual nos últimos quatro anos envolvem o candomblé. Nivaldo nos trouxe como vivência Exú e Nanã como corpos que nos inspiram e influenciam na construção do espetáculo.

Jonathan e Jefferson:

Eles são gêmeos, ok!
São irmãos com vivências dentro do coco de roda alagoano. Conhecemos os dois no Circuito SESC de Artes por cinco cidades do estado de Alagoas.
Jonathan e Jefferson nos trazem o corpo do coco alagoano como ponto de partida para as investigações da nossa movimentação e construção de partituras corporais.

Gessyca Geysa:

Gessyca tem pesquisado muito o treinamento de ator, a energia, o corpo/palavra...
Sua vivência conosco tem trazido muito de sua experiência com a mimese corpórea. Nos instiga e nos impulsiona a sair do lugar de conforto que nosso corpo tenha chegado.
Percebemos um texto que surge, uma palavra que já nasce em conjunto com o corpo. Uma palavra que está dentro de nós.

Luciano Rodrigues:

Luciano foi indicação do artista Jairon Santos. Conhecemos Luciano no dia do encontro. Generoso e muito competente ele nos trouxe o Maculelê como referência. Vivenciamos a história e a prática do Maculelê. É um conteúdo que tem nos inspirado na construção corporal.

Junte toda essa experiência e bata em um liquidificador...
Isso vai dar no espetáculo “Dona incelença da rua”. São três meses de contribuições que agora nos permitem ir para a busca da construção das cenas.
Durante esses três meses como dramaturgo tive que misturar a experiência de observar e vivenciar para poder ir juntando as coisas que iam surgindo.
O texto que foi surgindo já chega na quinta versão, mas mesmo assim não é definitivo, pois nos encontros que seguem iremos a construção das primeiras cenas  que ocasionará muitas mudanças.
Esses três meses de contribuições foram dando forma ao espetáculo que embora não exista ainda em formato de cena, já está feito em nossos corpos.
A minha preocupação em ir escrevendo o que ia surgindo (inclusive observar as conversas na hora do intervalo) era poder trazer na escrita a presença de cada pessoa, sendo assim, a cena e o texto que vai surgindo é feito de contribuições. As cenas não são ideias minhas, são ideias trazidas no encontro, trazidas por escrito também, pois até o que eu tinha como texto inicial foi se modificando de acordo com o discursos que o corpo de cada ator e atriz vinha trazendo.


Vamos a cena, então...

Texto escrito em 10 de março de 2017 e só agora publicado.


Bruno Alves
Ator e Dramaturgo do Coletivo Volante de Teatro

18 março 2017

Intercâmbio: Coletivo Hetéaçã + Cia Armorial + LATO

"Mamulengo do Ambrósio" já está brincando!
O Coletivo Hetéaçã e a Cia. Armorial Teatro de Bonecos estão circulando por algumas capitais do nordeste com o projeto financiado coletivamente pelo Catarse.
A primeira etapa da circulação está sendo realizada aqui em Maceió e além de oficinas e apresentações do espetáculo acontece também em cada local visitado um intercâmbio com grupos locais.
Hoje, nós do Coletivo Volante de Teatro e o LATO - Laboratório Alagoano do Teatro do Oprimido, tivemos esse momento de troca na "Casa 31".


Foi uma tarde regada de uma boa conversa sobre dramaturgia. Partilhamos sobre nossos processos de construção e pontos de vistas sobre a dramaturgia dentro da nossa cidade.
A conversa rendeu e daria muitos outros encontros.
Conversar e entender a dramaturgia dentro do nosso espaço e tempo tem sido uma busca muito importante para ambos, pois a construção autoral, as memórias e afetos são os pontos que nos impulsionam a contar as nossas histórias.
Viva o teatro! Viva os encontros!
Gratidão por todo esse momento vivido.
Não esqueça de acompanhar a circulação do espetáculo "Mamulengo do Ambrósio"!

11 março 2017

"Texto Ex Machina" Voltou! Assista!





TEXTO EX MACHINA está de volta depois de 1 ano de pausa (forçada por muitos acontecimentos: Trabalhos, viagens e novos rumos). 
Mas sempre esteve em nós a vontade de voltar para esse exercício de experimentação e liberdade. Continuamos em nossa casa, convidando gente querida e criando com o que temos em mãos. 
São sempre lindos esses encontros e eles continuarão existindo, TEXTO EX MACHINA (Texto saído da máquina) está de volta sim!

EPISÓDIO 2.2 - CHUVA DOURADA

Trechos do texto "Chuva Dourada" de Bruno Alves
Atriz Convidada: Gessyca Geyza
Direção, fotografia e Montagem de Nivaldo Vasconcelos

REALIZAÇÃO
Coletivo Volante
Estúdio Atroá


Assista ao EPISÓDIO AQUI!






10 fevereiro 2017

Por onde andamos – Pertencer para acontecer

Era momento do primeiro encontro presencial de toda a equipe.


Conversávamos e planejávamos coisas por um grupo no facebook, mas agora era hora de se ver e colocar todas as questões e expectativas na roda.



Primeiro era preciso escolher um local para ensaio. Sugeri a possibilidade de ser no Complexo Cultural do Teatro Deodoro, porque é um espaço que a maioria de nós nunca usou para construir uma montagem. Foi enviada uma solicitação a Diretoria de Teatros de Alagoas – DITEAL que nos apoiou e liberou o espaço para os ensaios.

Chegou o dia.

Dentro de mim havia muita expectativa, muito medo, insegurança, mas também muita vontade de estar junto. Eu estava tão ansioso que tive dificuldades para pegar no sono na noite anterior.
No primeiro encontro eu fiquei responsável pela realização dos jogos e exercícios, mas a proposta era que ao longo dos encontros cada pessoa pudesse trazer e ser responsável por exercícios e jogos que dialogassem com a proposta.

Estávamos juntos.

Conversei e lembro de ter dito três coisas para que a gente pudesse começar essa montagem. Que trabalhássemos o desapego, a apropriação e a generosidade. A gente sempre fala sobre isso, mas era preciso usar de generosidade para com o outro. Eu estava ali com um material textual disponível para ser desapegado, jogado fora, resignificado...

A apropriação e o pertencimento são coisas muito importantes, porque não pode ser a voz de uma pessoa, mas a nossa voz coletiva cantando e gritando junto. A proposta é que esse pertencimento seja tanto que possamos identificar a presença de todos nós na construção final. Tem que ter da gente, tem que ser a gente, tem que ser a nossa voz, a nossa identidade construindo junto aquilo que queremos apresentar ao público.

Deu medo no primeiro encontro, porque a primeira coisa que vinha na minha cabeça era “Qual será a técnica? ”. A pergunta não se respondeu em minha cabeça, mas naquele momento não era preciso.







Vivenciamos exercícios que fui experienciando ao longo da caminhada de buscas em teatro. Jogos de concentração, interação com o outro e de buscas por narrativas. Queria que escutássemos o outro. Que tentássemos nos aproximar mais de seu universo particular, pois uma parte do coletivo se encontrava pela primeira vez ali.

Na parte final do encontro fizemos uma leitura do material textual. Uma chuva de ideias começou a surgir e cada pessoa envolvida começava a identificar onde sua experiência de vida e arte poderia entrar para contribuir na construção.





Tínhamos naquela roda pessoas com experiência em audiovisual, coco de roda, máscaras, palhaçaria, Brecht, sociologia, música, contação de histórias, trabalho energético de ator e atriz... Era uma roda cheia de vida e força. Cheia de técnica e identidade. Precisaríamos usar isso ao nosso favor.

Saí aliviado desse encontro, porque a apropriação começava a nascer em cada um. Via em seus corpos e expressões a presença sendo construída na história. Estávamos juntos buscando essa generosidade de vivenciar o outro e suas experiências.

A partir daí cada um começaria a buscar exercícios e possibilidades de dialogar com a temática. Os próximos encontros seriam divididos em exercícios sugeridos por cada membro. Não entraríamos no material textual, porque o mais importante era essa construção de um corpo só entre nós, um corpo plural e diverso de experiências.

Era momento da roda se abrir para cada um construir o ritmo.

Continua...

Bruno Alves
Ator e Dramaturgo do Coletivo Volante de Teatro


03 fevereiro 2017

Por onde andamos...


Esse texto é para compartilhar com você sobre nosso processo de encontros na construção do espetáculo “Dona incelença da rua”.

Tudo começou assim...

Batatinha quando nasce...

Conversava sobre desejos e admirações teatrais com Gessyca Geysa quando ela me compartilhou uma de suas experiências que traziam uma reflexão sobre ressignificações do famoso “batatinha quando nasce...”. Isso ficou em minha cabeça durante muitos dias.
Era época do Festival de Teatro de Alagoas – FESTAL e nesse período nos aproximávamos dos trabalhos dos amigos e de públicos diversos que vinham assistir as peças.
O Coletivo Volante de Teatro pretendia construir seu próximo espetáculo exclusivamente para um palco de teatro, mas tudo foi mudando nesse período de novembro de 2016.
Nesse mês circulamos pelo SESC das Artes nas cidades de Limoeiro de Anadia, Feliz Deserto, Lagoa da Canoa, Piaçabuçu e Teotônio Vilela. O SESC – AL levou nosso primeiro espetáculo “Volante”, que dá nome ao coletivo, para espaços diversos das cidades visitadas. O encontro com os diversos públicos bateu no peito como uma vontade de ficar cada vez mais perto, mas os dias foram passando...
Durante o FESTAL assistimos “O Mamulengo do Ambrósio” do Coletivo Heteaçã e da Cia Armorial de Teatro de Bonecos. Quando acabou o espetáculo o peito batia com força querendo a rua, o espaço público mais uma vez e com mais força. Foi aí que veio a decisão por explorar mais a rua, a estética desse teatro, de se aproximar cada vez mais dele para entender a cidade e conhecer as pessoas.
Ok! Tinha uma primeira certeza: A próxima peça do coletivo continuaria pelos espaços alternativos e traria um estudo mais aprofundado sobre a estética do teatro de rua, mas que peça será essa?

Batatinha quando nasce.... 
Se esparrama pelo chão.

Foto encontrada em pesquisa na WEB.




Na noite de encerramento e festejo do FESTAL aconteceu um sarau em comemoração. Durante o sarau Magno Francisco, Professor de filosofia e militante da Unidade Popular – UP, pegou a palavra e começou a relatar para as pessoas sobre a morte da testemunha do caso de desaparecimento após uma abordagem policial do seu primo Davi da Silva. As palavras de Magno naquela noite me comoveram e fiquei por muitos dias com seu discurso na cabeça. Quando Magno entregou o microfone o cantor Rogério Dyas ia iniciar seu show, mas antes leu um cordel de sua autoria chamado de “O Mercado da Morte”. Pronto! Naquela noite eu não dormi. Fiquei inquieto pela casa como se fosse convidado a falar sobre o assunto. Nesse mesmo período a mídia começava a anunciar os dados do Mapa da Violência coordenado pelo professor e sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz. Alagoas, e infelizmente isso não é novidade para nós há muito tempo, está mais uma vez entre os estados em que mais se matam.
A madrugada do dia 27 de novembro foi para não dormir com todo esse barulho. Comecei a rabiscar no papel qualquer coisa sem sentido, mas que me ajudasse a extravasar o sentimento de tristeza, medo e indignação. Muitas questões vinham a mente nessa madrugada, inclusive o espaço em que moro há seis anos (Maceió), porque mesmo morando aqui durante esse tempo ainda tenho muitas dificuldades de respirar e entrar no ritmo da cidade.
Essa madrugada me fez entender que eu preciso respirar, mas que eu não preciso entrar no ritmo da cidade, porque ritmo pode ser construído, porque ritmo é pessoal, ritmo é experiência também. Não quero o ritmo que mata e ponto.

Como trazer um outro ritmo para cidade? Como trazer o nosso ritmo? Qual a origem do que tem nos matado? Como dormir bem, enquanto alguém morre durante o meu sono? E quando é o meu amigo que pode morrer? E quando é um familiar? E quando são os desconhecidos, porque eu me contento em me acostumar com a notícia? E se fosse eu morrendo agora?

São muitas perguntas.

Continua...

Por Bruno Alves
Ator e Dramaturgo do Coletivo Volante de Teatro

15 fevereiro 2016

"Texto Ex Machina" Segunda Temporada em Março

 "Texto Ex Machina" está voltando!

 Novos textos, novos encontros e novos diálogos!

 Os textos estão em todos os lugares!
 Espalhados nas entrelinhas do nosso convívio…
 Em meio ao descarte urbano…
 Tudo serve para a poesia!
 Está chegando a hora de novos encontros de ator/atriz, o texto e a máquina!
 No mês de Março voltamos com a websérie!
 
 Espalha por aí!

 Enquanto não chegamos com as novas leituras confira os 7 primeiros episódios da nossa websérie.




Fotografias: Nivaldo Vasconcelos
Design Gráfico: Estúdio Estúdio Atroá


Sobre "Texto Ex Machina":

“Texto Ex Machina”, literalmente “texto saído da máquina” é uma websérie criada por Nivaldo Vasconcelos (Estúdio Atroá) e Bruno Alves (Coletivo Volante de Teatro) para o facebook e vem desde Julho de 2015, quinzenalmente, realizando um jogo de desafio de criações entre a dramaturgia teatral e o audiovisual.
 O desafio é simples: Com o uso de apenas uma câmera, um cenário (No caso a própria casa dos realizadores) e atores, construir episódios onde o foco é o texto e a experimentação audiovisual.


07 outubro 2015

Teaser Episódio VII "Texto Ex Machina"

Assista ao teaser do episódio VII!
No ar amanhã, 08-10, às 20h na página do Coletivo Volante.

https://www.facebook.com/coletivovolante/videos/1035638419809126/




"Texto Ex Machina" A Máquina Virou!

A máquina virou!



“Texto Ex Machina” chega ao seu episódio VII e desafia a nós que nos permitimos brincar com as palavras e imagens.
O jogo virou!
Agora é hora de inverter os papéis e criar possibilidades de diálogos entre quem constrói uma dramaturgia para as telas e quem a constrói para um palco.
O texto escolhido para esse episódio quebra e vira a mesa da proposta dos textos inéditos e de dramaturgos do nosso tempo. Voltamos a William Shakespeare, porque revisitar o “passado” se faz necessário nesse caminho a se trilhar.
O cenário continua sendo o mesmo: a nossa casa.
Os recursos são os que por aqui existem e possibilitam experienciar uma construção com lanternas e luzes de vela.
O dramaturgo vira diretor e fotógrafo. 
O diretor e fotógrafo da série agora vive a experiência de estar diante da máquina buscando um diálogo e uma reconstrução poética, maldita e volante como todos nós!


EPISÓDIO VII 
(Especial: A MACHINA VIROU)
Texto: Macbeth, de Shakespeare
Leitura: Nivaldo Vasconcelos
Direção e Fotografia: Bruno Alves
Montagem: Nivaldo Vasconcelos
Uma realização:
Coletivo Volante
Estúdio Atroá

Assista aqui:


10 setembro 2015

Diálogos "Texto Ex Machina" - Valsa Azul







Valsa Azul

 Começo me espelhando.
 Vou me explicar.
 Debruçar - me na escrita do texto teatral tem sido uma busca constante nos últimos tempos desde quando resolvi assumir com seriedade e empenho essa maneira de dizer e contar as coisas da forma que eu mais gosto.
 Minha busca tem sido pelo entendimento das histórias que me vão aparecendo aos poucos e nascem em grande parte do tempo nos estudos com o Clube de Dramaturgia. Lá dedicamos espaço para ler e experienciar possibilidades.
 Como encontrar uma forma de dizer e dizer escrevendo? Isso eu vou descobrindo pelo caminho, por enquanto a minha necessidade é ter o outro como espelho que indica caminhos, porque quando ainda não sei o caminho da escrita a ser seguido o que posso fazer é olhar com cuidado os textos que andam soltos e vivos por aí.
 Na oficina "Dramaturgia: Escrever no Labirinto" Vinicius Souza nos falava que essa coisa do estilo a gente vai encontrando e quando acha que ainda não tem, a melhor maneira é se espelhar naqueles que admiramos.
No Clube a gente faz assim. Ler o texto e começa a rabiscar tendo o que foi lido como referência. Vamos nos embebedando da maneira do outro traçar o mundo de forma dramatúrgica e quando percebemos estamos contando as nossas histórias cheias de referências daquela leitura. É um processo meio antropofágico mesmo. Eu gosto. Ajuda e ensina a perceber que nessas linhas que vão nascendo existe um caminho longo a percorrer no sentido de amadurecimento, mas que aonde chegou já é um ponto de partida positivo.
 Vou acrescentar nesse depoimento mais uma coisa que me chamou atenção nos últimos dias. Lendo o blog da Adélia Nicolete ela falava em literatura dramática e materiais textuais, sendo no post definido por ela da seguinte maneira:

"O texto para teatro pode ser classificado como literatura dramática, ou seja, um de seus destinos seria a fruição individual e silenciosa como se dá com outros tipos de texto impresso. Por outro lado, um sem número de textos, de origens as mais diversas, tem sido levado à cena. A esses textos podemos dar o nome de materiais textuais – criações que ganharão a condição de dramaturgia na medida em que tomarem contato com os demais elementos da cena tais como um espaço preparado para isso, uma enunciação específica, figurino, iluminação".

 Ir com calma e por mais tempo no fogo é um caminho que quero dedicar com esse material textual que vai surgindo. Nada de pressa e achar que já está bom. Revisitar e se debruçar no que já foi construído foi um dos grandes aprendizados da Oficina e isso ajuda a não ter medo de enxugar, cortar, acrescentar ou mudar alguma situação da história. Vou aprendendo a caminhar com o texto. Vivenciando as possibilidades e vendo o que surge no encontro com o outro.
 "Texto Ex Machina" tem me dado uma força imensa. Aprendo com cada episódio e vou identificando lugares para melhorar e me aprofundar mais.
Abraços
Bruno

Episódio V de Texto Ex Machina


Assiste aqui:

https://www.facebook.com/coletivovolante/videos/1022051444501157/?pnref=story





  EPISÓDIO V de TEXTO EX MACHINA, uma websérie que pretende explorar e buscar relações entre o texto teatral e a linguagem audiovisual.
  Assistam em HD!


TEXTO: M, de Bruno Alves

Leitura de Sónia André

Dramaturgia de Bruno Alves

Direção, fotografia e Montagem de Nivaldo Vasconcelos.
Assistência e participação especial: Thandy da Conceição

REALIZAÇÃO

Coletivo Volante
Estúdio Atroá

  Os episódios de TEXTO EX MACHINA estarão quinzenalmente na Página do Coletivo Volante.
Próximo episódio: Quinta, 24 de setembro às 20h.


 ASSISTA AOS EPISÓDIOS ANTERIORES: