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06 julho 2017

"Incelença" estreia HOJE!

Hoje!
Foram oito meses de aprendizado e partilha e agora é o momento de fazer esse processo se tornar mais forte com a sua presença e energia.
Venham soltar conosco essa "incelença". 
Apresentação de estreia! 
19h:30min no Porão do Teatro Deodoro.
Últimas senhas entregues às 18h:30min no Hall do teatro.
Evoé!
Merda!
#teatro


05 julho 2017

"Incelença" estreia dia 7!



Amigxs,
Espontaneamente a lista foi se criando. Os amigos e o público responderam ao chamado mesmo antes de lançarmos uma lista.
Essa energia nos empolga e fez com que repensássemos o espaço para comportar mais gente com segurança.
Portanto, preenchemos uma lista com os que enviaram mensagens e convidados do coletivo, mas o convite ainda está aberto, pois serão distribuídas 20 senhas no Hall do Teatro Deodoro uma hora antes do espetáculo (às 18h30min).
Aguardamos vocês para compartilhar conosco esse momento.




09 abril 2017

Por onde andamos – Quando você chegou aqui...



Saímos do primeiro encontro com a cabeça fervilhando de ideias.
Era momento de cada pessoa entrar na roda e construir o ritmo.
Abaixo eu vou escrevendo resumidamente como cada pessoa foi se colocando dentro da roda.

Nathaly Pereira  e Wanderlândia Melo:

As duas atrizes e palhaças vem de uma vivência muito forte da pesquisa do mundo da palhaçaria e viram no primeiro encontro a possibilidade de trabalhar a construção do “coro” através de jogos de palhaços e bufões.
Tivemos encontros em que trabalharam para que pudéssemos construir um corpo coletivo com ações e reações surgidas no encontro.
Wanderlândia foi inserindo frases do material textual que tínhamos em mãos e aos poucos íamos vendo como aquele pré-texto ia se inserindo dentro dos jogos e corpos.
O jogo do coro era um lugar em que percebíamos como nossa reação coletiva era por momentos violenta, mas que ao longo dos encontros fomos percebendo isso e encontrando mais cumplicidade do que afrontamento ao outro que estava conosco na roda.

Thiago Fernandes Amorim:

Thiago vem da recente vivência com o curso de iniciação ao teatro na Escola Técnica de Artes. Está atualmente estudando Ciências Sociais na UFAL e seu olhar para o espetáculo foi trazendo contribuições de reflexão social. Thiago nos trouxe livros e textos que falam sobre a violência na história do nosso estado. Thiago reflete bastante sobre as contribuições e vai transformando em texto as coisas que são vividas. Seu olhar e entrega assumem um lugar muito importante na construção.

Rayane Wise:

Rayane vem desde o primeiro espetáculo com o Coletivo Volante e foi com ela que vivenciei projetos como o “Ameriafro contos Volantes” na Aldeia Wassu-Cocal. Anterior a tudo isso ela traz uma paixão por Bertolt Brecht e o tem pesquisado para o seu Trabalho de Conclusão de Curso na UFAL.
Rayane trouxe para a roda o Gestus Social de Bertolt Brecht. Pudemos vivenciar, entender e refletir sobre a prática.

Nivaldo Vasconcelos:

Cineasta, fotografo... que mais? Ator.
Nivaldo colaborador do coletivo desde sua origem assume nesse espetáculo o desafio de ser ator, de atuar junto da gente.
Suas pesquisas com fotografia e audiovisual nos últimos quatro anos envolvem o candomblé. Nivaldo nos trouxe como vivência Exú e Nanã como corpos que nos inspiram e influenciam na construção do espetáculo.

Jonathan e Jefferson:

Eles são gêmeos, ok!
São irmãos com vivências dentro do coco de roda alagoano. Conhecemos os dois no Circuito SESC de Artes por cinco cidades do estado de Alagoas.
Jonathan e Jefferson nos trazem o corpo do coco alagoano como ponto de partida para as investigações da nossa movimentação e construção de partituras corporais.

Gessyca Geysa:

Gessyca tem pesquisado muito o treinamento de ator, a energia, o corpo/palavra...
Sua vivência conosco tem trazido muito de sua experiência com a mimese corpórea. Nos instiga e nos impulsiona a sair do lugar de conforto que nosso corpo tenha chegado.
Percebemos um texto que surge, uma palavra que já nasce em conjunto com o corpo. Uma palavra que está dentro de nós.

Luciano Rodrigues:

Luciano foi indicação do artista Jairon Santos. Conhecemos Luciano no dia do encontro. Generoso e muito competente ele nos trouxe o Maculelê como referência. Vivenciamos a história e a prática do Maculelê. É um conteúdo que tem nos inspirado na construção corporal.

Junte toda essa experiência e bata em um liquidificador...
Isso vai dar no espetáculo “Dona incelença da rua”. São três meses de contribuições que agora nos permitem ir para a busca da construção das cenas.
Durante esses três meses como dramaturgo tive que misturar a experiência de observar e vivenciar para poder ir juntando as coisas que iam surgindo.
O texto que foi surgindo já chega na quinta versão, mas mesmo assim não é definitivo, pois nos encontros que seguem iremos a construção das primeiras cenas  que ocasionará muitas mudanças.
Esses três meses de contribuições foram dando forma ao espetáculo que embora não exista ainda em formato de cena, já está feito em nossos corpos.
A minha preocupação em ir escrevendo o que ia surgindo (inclusive observar as conversas na hora do intervalo) era poder trazer na escrita a presença de cada pessoa, sendo assim, a cena e o texto que vai surgindo é feito de contribuições. As cenas não são ideias minhas, são ideias trazidas no encontro, trazidas por escrito também, pois até o que eu tinha como texto inicial foi se modificando de acordo com o discursos que o corpo de cada ator e atriz vinha trazendo.


Vamos a cena, então...

Texto escrito em 10 de março de 2017 e só agora publicado.


Bruno Alves
Ator e Dramaturgo do Coletivo Volante de Teatro

23 fevereiro 2017

"Dona Incelença" - Referências

"Aquilo que nos passa...
Aquilo que nos atravessa..."
Abaixo deixamos algumas das imagens usadas no nosso último encontro na construção do espetáculo "Dona incelença da rua" e que nos ajudam a caminhar.


















14 agosto 2016

Gratidão, Arapiraca!


Temos muito a agradecer pela semana de vivência e aprendizado na I Aldeia Arapiraca – Mostra de Arte e Cultura do SESC.

Como é bom ter esse espaço para apreciar o trabalho dos amigos e amigas e também ver o nosso sendo generosamente debatido num espaço raro em nosso estado, o espaço para a crítica.




Foi bom conhecer gente nova, gente fazendo teatro em Arapiraca, Taquarana, Maceió e Cuiabá. Gente fazendo teatro há anos, meses, dias e outros a mais de meio século.

Como foi bom conhecer o In-Próprio Coletivo (MT) e ver inspiração para seguir caminhando nessa jornada. E se admirar com o trabalho lindo que fazem com tanta propriedade.

Foi bom reencontrar Vinicius Sousa e poder estar perto mais perto das palavras.

Foi bom acordar e encontrar a cidade. Percorrer os espaços e vivenciar momentos de redescoberta. 

Redescobrir é a palavra que ficou para o Coletivo Volante. Redescobrir as nossas possibilidades, os espaços, a peça inteira. Olhar para dentro de nós, para fora também e seguir caminhando.

Gratidão por todo apoio do SESC – AL, aqui esse lugar é um espaço que nos acolhe e impulsiona a se provocar, se questionar e redescobrir as possibilidades.

Gratidão Magnun, Adriana, Fabrício, Rosana, Vicente, Reginaldo e Vinicius. Gratidão!


Gratidão, Arapiraca!
Teu solo é fértil e faz carinho nas nossas raízes.


09 agosto 2016

I Aldeia Arapiraca - Dia 2

Arapiraca, Terça-feira, 09 de agosto de 2016.

É o segundo dia da I Aldeia Arapiraca.
Eu gosto de Arapiraca.
Eu gosto de estar aqui.
Ainda estamos no meio do segundo horário do dia, são quase 15h.


Começo o dia na dúvida em que oficina fazer. 
Eu ando tão cheio de dúvidas que sinais de pequenas certezas eu agarro como quem achou um grande tesouro.
Tenho achado grandes tesouros por aqui. É bom escutar o ritmo da cidade, o jeito de ser de cada pessoa e a identidade do lugar desenhado em cada rosto e espaço.
Acordei na dúvida em qual oficina fazer. Ficar na dúvida é uma coisa que aperta meu peito. Às vezes a resposta da escolha alivia tudo. Às vezes a demora em decidir é só a cabeça lutando contra aquilo que o coração já escolheu.
Pensei em fazer a oficina com o Palhaço Birimbinha, mas depois pensei em fazer a Escrever no Labirinto com o Vinicius Souza. Fiquei com medo da oficina de palhaço, porque não tenho experiência, mas dai a oficina é um espaço de experiência.

A oficina do Vinicius eu já tinha feito em Maceió, mas agora era uma oportunidade de reviver muitas coisas e estar perto do Vinicius.
Foi bom estar na oficina Escrever no Labirinto. Foi bom também conhecer gente nova e com experiências diferentes para compartilhar.
Fiquei com dúvidas na hora do almoço. Não sabia o que escolher para comer.
O ruim da dúvida é que ou é isso ou aquilo e nunca as duas coisas na maioria das vezes.
Pela tarde tivemos o bate papo sobre o processo de Toni Edson. Foi boa a conversa. Fluiu de maneira tranquila e interessante.




Em seguida assistimos ao "Cirquinho do Palhaço Mixuruca". Bonita a energia dele, a forma como conquista e joga com as crianças. Junior Silveira vem de família tradicional de circo. O bate papo durou quase duas horas. Foi bom ouvir. Ouvir ajuda a aprender sobre a artesania do outro. Teve momentos de resistência por parte de Junior. Penso que esse bate papo aponta caminhos e ele segue se quiser. Se achar conveniente.







Jantamos. A dúvida no que comer sempre me aparece.
Preferi comer raízes hoje à noite.
Assistimos ao solo de dança do Jessé o " Encenações Urbanas". Bonito de ver a entrega e dedicação de Jessé. O trabalho é autoral e mexe com a gente. O bate papo foi enriquecedor.
Voltamos para o hotel. 
A maioria foi jantar e comemorar a noite.
Fiquei na dúvida se voltava para o hotel ou se ia junto comemorar. 
Voltei para o hotel.
Hoje eu tive mais dúvidas.
Dúvidas em tudo e por tudo.
Certezas nenhuma por hoje.
Fui feliz na dúvida.




Bruno

08 agosto 2016

I Aldeia Arapiraca - Dia 1

Começou a I Aldeia Arapiraca - Mostra de Arte e Cultura do SESC.

Aqui estou.






Estar aqui é lembrar de uma Arapiraca da infância quando vinha com minha vizinha passar o final de semana com sua mãe.
É lembrar das viagens para cá com meu pai e o meu encantamento pela janela do ônibus e tudo que passava naquela velocidade da estrada.
Eu gosto de Arapiraca. 
Aqui eu sinto coisa boa.





Chegamos no fim da tarde da segunda-feira, 08-08, por volta das 17h. 
Fomos direcionados à Escola Municipal de Circo Palhaço Biribinha.
Assistimos a um espetáculo composto pelos alunos e alunas da escola. Coisa linda de se ver.



Conversava com Jessé a maravilha que deve ser crescer numa cidade quem tem uma escola de circo. Ficamos sonhando imaginando as maravilhas que acontecem debaixo daquela lona.
Terminado o espetáculo saímos em direção à sede do SESC acompanhados por uma banda de pífano. Que coisa boa sair pela rua e vendo as pessoas saírem de suas portas para ver o cortejo passar. Nessas horas me lembro de Viçosa e da banda do Mestre Bia pelas ruas da cidade. Lembro também da força de Chau do Pife.  
É bonita minha terra.


Terminamos o cortejo com uma ciranda. Todos juntos na mesma roda de mãos dadas.
O SESC realizou a abertura oficial da Mostra com as falas de sua coordenação e em seguida junto a um público misto e com a presença forte de estudantes da Educação de Jovens e Adultos assistimos ao espetáculo "Afrocontos, Afrocantos" de Toni Edson.
Toni conduz uma roda de contação de histórias passeando pelos países africanos e voltando para uma história emocionante das raízes africanas no Brasil.
Toni nos seduz e emociona.
Terminado o espetáculo foi feita a abertura da exposição de Marcelo Mascaro com seus desenhos nas paredes do SESC.
Jantamos todos juntos. Artistas e comunidade.
O fim da noite foi para conversar, tomar uma cachacinha com mel, cerveja e descansar para recomeçar a maratona de atividades que está apenas começando.
Estou muito feliz de estar aqui.
Eu agradeço o convite do SESC para acompanhar a semana.
Quero aprender muito com essa experiência.
Viva o teatro!


Deixo um registro da janela do transporte que nos trouxe.
Arapiraca é linda!




19 julho 2016

Registros Volantes

Vou guardar aqui um registro feito pela querida Patricia Galucci na apresentação no SESC das Artes no último dia 16 de julho.
Gratidão!