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22 agosto 2018

Em processo de Follia - Despedida da Hortência


Hoje foi dia de abraçar e agradecer pela amor que Hortência dedicou ao seu trabalho no Hospital Escola Portugal Ramalho.
Foi ela que nos acolheu e nos abraçou durante nossa passagem na Residência de Criação Artística e Voluntariado no Hospital Psiquiátrico.
Agora Hortência se aposentou e segue para trilhar novos caminhos, contagiando sempre com seu amor e paixão todas as pessoas que a encontrarem pelo caminho.
Gratidão, Hortência!


12 junho 2018

Follia - Vozes da Loucura

A loucura tem suas vozes. Tem sua própria perspectiva, subversiva por natureza, rompendo com potência o que ingenuamente ousamos chamar de normal. 
Conheçam, Maura Lopes Cançado, que segundo ela mesma, foi "A maior escritora brasileira", aqui, não discordamos.
Pesquise sua história, leia seus livros, amplie seus horizontes.
#Loucuranãoseprende #follia2018 #respeiteasdiferenças#mauralopescançado #vozesdaloucura



08 junho 2018

Em processo de Follia...

A produção da loucura pela sociedade ao longo dos séculos e na atualidade se dá pela incompreensão do próprio “eu”, pela não aceitação de si mesmo como ser individual e peculiar, pela convivência mentirosa estabelecida pela vida em sociedade e o não poder expressar o verdadeiro sentimento em relação ao todo e a tudo sem se preocupar com o padrão existente e as possíveis violências contra a sua conduta ou existência. A loucura nasce da necessidade de ser igual ao que alguém determinou ser normal,se misturar ao que não concorda, se amedrontar e se esconder, quando o normal é que cada um seja como nasceu para ser e que ninguém seja punido pela raça, gênero, sexualidade, corpo, classe ou crença que tenha. A exclusão social gera loucura, a incomunicabilidade e a intolerância também. Todes nós fazemos parte deste problema. Vamos espalhar amor. 










Conheça mais o processo do novo espetáculo do Coletivo: Follia
http://coletivovolante.blogspot.com/

01 junho 2018

Diálogos: Coletivo Volante no NISE (COM)Vida!

NISE (COM)Vida!
Tivemos a oportunidade de conversar sobre nosso processo de residência de criação artística no Hospital Psiquiátrico Portugal Ramalho e sobre a construção do espetáculo "Follia".
Como foi importante essa primeira conversa com pessoas de artes cênicas, estudantes e profissionais da psicologia e terapia ocupacional. Ouvir os diversos pontos de vista e as diversas experiências reverberam em nós muitas coisas e principalmente amplia a discussão.
Agradecemos muito ao NISE nas pessoas de Bruna, Taciana e Renata Guerda pela recepção, convite e acolhimento.
Queremos voltar mais vezes!
Gratidão a todas as pessoas que estiveram conosco.







08 maio 2018

Em processo de "Follia" (Vídeo)

"Follia" é o nosso espetáculo em processo de construção.
Em março de 2018 iniciamos uma residência de criação artística e voluntariado, que durará um ano, no Hospital Psiquiátrico Portugal Ramalho aqui em Maceió.
Os encontros, o corpo que se afeta e o aprisionamento da loucura em nosso contexto são caminhos que nos impulsionam a construir esse espetáculo.


Acompanhe nossas vivências em:
coletivovolante.blogspot.com
Facebook.com/coletivovolante
Instagram: coletivovolanteteatro


(Em processo de) "Follia"

Mais um encontro da nossa Residência de Criação Artística e Voluntariado no Hospital Escola Portugal Ramalho.






24 abril 2018

(Em processo de) "Follia" - Diário 03


Fevereiro foi chegando ao fim.

Liamos, conversávamos, treinávamos, mas ainda faltava alguma coisa.

Queríamos a experiência de perto, ao nosso lado. Queríamos viver o cotidiano de um hospital psiquiátrico.

Bruno Alves, Nivaldo Vasconcelos e Rayane Góes


Com a reforma psiquiátrica aos poucos as/os usuárias(os) dos serviços da saúde mental vão sendo inseridas dentro dos Centros de Atenção Psicossocial  - CAPS e nas Residências Terapêuticas.

Os CAPS são um grande avanço no tratamento psiquiátrico no Brasil. As pessoas vão sendo tratadas de forma humanizada e sendo apoiadas em uma inclusão social. 

No dia 11 de janeiro de 2018 acompanhamos pela imprensa local a retirada de pacientes da Casa de Saúde Miguel Couto, muitos destes com mais de 20 anos residindo naquele lugar. A saída para as Residências Terapêuticas foi uma forma de seguir a Política Nacional de Saúde Mental que cria as residências para incluir socialmente os antigos moradores do hospital e oferecer todos os serviços de saúde necessários com um acompanhamento que possibilite a inclusão social.

Vivência de Teatro para usuários


Leia a matéria da saída da Casa de Saúde Miguel Couto para as Residências Terapêuticas clicando AQUI!

As Residências Terapêuticas são um grande avanço e um passo importante para a inclusão e principalmente para a quebra dos muros que prendem a loucura. Muitos usuários são abandonados pelas famílias e tornam-se moradores fixos do hospital. A residência é uma forma de incluir e possibilitar um novo rumo e sentido na vida de cada um.

Diálogos

Mas um fato é que essa transição irá acontecendo ao longo dos meses e anos que seguem, isso se o atual governo que retrocede a cada dia não barrar esses avanços. Então, mesmo com esses passos que se dão para uma inclusão e humanização dos usuários do serviço de saúde mental ainda existem os hospitais e os seus respectivos moradores. O Hospital Escola Portugal Ramalho é um dos exemplos mais antigos e que recebe pessoas de todas as cidades do estado.

Queríamos entrar nesse hospital. Estar junto e ver o encontro acontecer de verdade.

No dia 5 de março de 2018 entramos em contato com Simone Duarte, Diretora do Grupo de Trabalho de Humanização do Hospital Escola Portugal Ramalho. Um pouco sobre o Histórico do Hospital AQUI!

Vivência em Teatro com usuários


Conversávamos com Simone sobre nosso projeto do Coletivo Volante de Teatro, a construção de "Follia" e da nossa vontade de querer estar junto. Simone foi muito receptiva a proposta do coletivo e de imediato nos encaminhou ao encontro de Hortência  de Farias, educadora física do hospital.

Houve um encanto à primeira vista pelo trabalho de Hortência de Farias, que já vem há muitos anos desenvolvendo um trabalho bonito de humanização dos serviços do hospital. Hortência junto com Samuel, que coordena as atividades do espaço, nos recebeu, nos acompanhou e ficamos sob a sua responsabilidade e supervisão durante nossa estadia no hospital.

Hortência é uma das grandes mobilizadoras dos trabalhos de humanização. Instiga e organiza ações culturais como no período que entravamos com a quinta edição da Paixão de Cristo. Tentamos contribuir de alguma forma com os ensaios da Paixão que já estava em andamento. Sobre a 5º Edição da Paixão de Cristo leia AQUI!


Firmamos nosso contrato com a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - Uncisal, que é responsável pelo hospital, e assumimos o compromisso de realizar por um ano todas as terças-feiras vivências de teatro com os usuários e apoio nas ações realizadas com a organização de Hortência de Farias, nossa supervisora junto a Samuel Neto.

Matéria da TVE em dia, já com a nossa Vivência em Teatro:




Em conversas com Hortência tivemos muitas reflexões principalmente no que diz respeito a existência do hospital. Hortência ressaltava a importância dos CAPS e das residências e de que ainda existindo o hospital que seja um serviço humanizado para os seus usuários. 

Hortência é para nós um dos grandes exemplos de luta pela humanização.

Assim, começamos no dia 13 de Março nossa Residência de Criação Artística e Voluntariado dentro do Hospital Escola Portugal Ramalho. Atualmente o hospital é o espaço que recebe usuários de todas as partes do estado. 

Um passo de cada vez.

Nosso mês de março começou com nossa entrada dentro do hospital e o encontro com as pessoas que o compõem (usuários, técnicos, estudantes, dentre outros). 

A partir de nossa entrada no hospital toda a nossa vida, olhar e pesquisa começou a mudar. 

Nos próximos diários escreveremos mais sobre os encontros que nossa residência e voluntariado tem nos proporcionado.








19 abril 2018

(Em processo de) "Follia" - Diário 02



Fevereiro de 2018
"Follia" Carnavalesca

Fotomontagem de Nivaldo Vasconcelos.
Na foto Rayane Góes e "O Jardim das Delícias Terrenas" de Bosch.


Fevereiro foi um mês de muitas mudanças.

Rayane tornou-se nossa vizinha e assim passamos a partilhar mais coisas juntos. Temos alguém para pedir uma xícara de açúcar emprestada.

Nesse mês Rayane voltou-se para as leituras dos livros de Maura Lopes Cançado e de Stela do Patrocínio. Seus diários eram mergulhados de poesia.


Stela do Patrocínio 

Maura Lopes Cançado



Nivaldo fez um mapeamento de livros e filmes para que pudêssemos assistir. Começou a catalogar e adquirir esses livros. Muitos livros. Muita informação.

Eu continuei a ler Antonin Artaud e comecei a pular de livro em livro. Lendo um capítulo de um, um capítulo de outro. Nesse período li um dos capítulos da "História da Loucura" de Michel Foucault. Nivaldo seguiu aprofundando as leituras.

O teatro e seu duplo de Antonin Artaud


Minhas leituras foram muito pontuais. Lia uma coisa, anotava a referência no diário de bordo para mais adiante retornar e me aprofundar nessas questões.

Nivaldo leu durante fevereiro "O Psicodrama e Loucura", "Menores no Brasil: A loucura nua", "Fora da Casinha", "Civilização e Loucura" e o pequeno e precioso "O que é loucura?". 

 Detalhes sobre os livros no final da postagem.

É tempo também em que nos voltamos a escrever nossos diários. Cada um a sua maneira. Rayane vai da escrita de poemas a impressões e apontamentos. 

Nivaldo possui um diário de impressões e bastante imagético com folhas, flores e cores marcantes. 

Meu diário enfrentou dificuldade no primeiro mês. Escrevi muito no início e depois fiquei um tempo em silêncio. Retornei a escrever para anotar referências de coisas que ia lendo para não perdê-las.

É durante o carnaval que passamos por momentos de treinamentos e gravação dos vídeos que disponibilizamos no Youtube. 

Fevereiro é uma "follia" carnavalesca que vivenciamos desde a pesquisa e leitura de bibliografias e de processos de viagens introspectivas com as escritas dos diários e as gravações dos vídeos com questões intimas urgentes.

Paralelamente o Blog Matéria Vertente de Adélia Nicolete publicava uma postagem sobre a obras do artista Adolf Wölfli que viveu no  Manicômio de Waldau por 35 anos até sua morte. Outra referência que surge em nosso caminho.

Nossa "Follia" segue caminhando...

Até mais!

Bruno Alves


Referências Fevereiro de 2018:
Blog Matéria Vertente sobre Adolf Wölfli:







"O que é loucura" de João Frayze-Pereira faz parte da coleção primeiros passos. Um livro pequeno, li em 2015 , e me surpreendi ao ver nele uma janela que indicava muitos caminhos e outros livros a serem lidos. O próprio nome da coleção já diz tudo, são pontos de partidas, primeiros passos. Nos indicam caminhos e outras leituras preciosas.



"O psicodrama da loucura" de José S. Fonseca Filho faz uma correlação do psicodrama nas visões de Buber e Moreno. Um livro surpreendente. Li capítulos soltos ainda, mas me surpreendeu principalmente as definições para encontro de Moreno.



"Menores no Brasil: A Locura Nua" é um livro de Cecília Prado com fotografias de Juca Martins. As fotografias são impactantes e foram vencedoras do Prêmio Esso de Fotografia de 1980. O livro é uma reportagem premiada da Cecília que fala sobre a Clinica de Repouso Congonhas - SP e os maus tratos que eles sofriam com as condições insalubres que eles viviam. O livro é também um retrato da reforma antipsiquiátrica nos anos 80.




"Civilização e Loucura: Uma introdução a História da Etnopsiquiatria" de Paulo Dalgalarrondo. O livro é um estudo de como nasceu as noções de psiquiatria em culturas não ocidentais fazendo um recorte do século XVIII ao século XX. 


"Fora da Casinha" de Paulo Rogério Bittencourt é uma tentativa de falar sobre a loucura através dos séculos analisando aspectos que o autor considera não contemplados na "História da Loucura" de Foucault.


"A História da Loucura" de Michel Foucault um livro ainda em processo de leitura que nos surpreende pelo apanhado histórico que faz da loucura na humanidade. É, segundo Nivaldo que continua a leitura, um estudo profundo sobre o enclausuramento do corpo louco propondo a gênese do problema e amplia criticamente a percepção diante desse assunto. Será certamente um livro que retornaremos muitas vezes.

Follia Treino de Bruno - AQUI
Follia Treino de Rayane - AQUI
Follia Treino de Nivaldo - AQUI

09 abril 2018

(Em processo de) "Follia"

Em 2018 o Coletivo Volante de Teatro completa 4 anos de fundação.



"Follia" é a pesquisa com a qual pretendemos fortalecer nosso processo de construção.
A partir de hoje começaremos a compartilhar mais detalhes sobre nossa pesquisa e processo de construção de "Follia".

A memória,as autoescrituras, o processo colaborativo, a dramaturgia textual autoral, o teatro documental, o espaço alternativo, o site specific, dentre outras questões que ainda estamos entendendo, são caminhos que pretendemos aprofundar com esse espetáculo.
Acompanhe e construa conosco!

21 fevereiro 2018

"Follia" Treino de Nivaldo

Nivaldo Vasconcelos  pensa imagem/corpo/movimento.
Imagens gravadas durante exercício para a construção de “Follia”, novo espetáculo do Coletivo Volante, com estreia prevista para 2018 em comemoração aos 4 anos de fundação.


Rayane Góes, Nivaldo Vasconcelos e Bruno Alves  iniciam esse processo de investigação que resultará no novo espetáculo.]

Assista:



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16 fevereiro 2018

"Follia" Treino de Rayane

A partir de seu diário de bordo e seu corpo/diário/arquivo a atriz Rayane Góes mergulha na busca de uma palavra/corpo/movimento que nos direcione nos encontros de construção de “Follia”, novo espetáculo do Coletivo Volante, com estreia prevista para 2018 em comemoração aos 4 anos de fundação.
Rayane Góes, Nivaldo Vasconcelos e Bruno Alves iniciam esse processo de investigação que resultará no novo espetáculo.

Assista aqui: