Mostrando postagens com marcador SP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SP. Mostrar todas as postagens

02 junho 2017

"Grão" novo episódio de Texto Ex Machina

TEXTO EX MACHINA - EPISÓDIO 2.5 - GRÃO

Assista clicando AQUI!
Cena curta "Grão" de Bruno Alves
Atriz: Liza Schechtmann (sp)
Direção, fotografia e Montagem de Nivaldo Vasconcelos
Assistência - Patricia Galucci

REALIZAÇÃO

Coletivo Volante
Estúdio Atroá
Agradecimento - Maria João Filmes

Também no Youtube: https://youtu.be/Y3U-wTc-9O8




01 junho 2017

Junho tem mais Texto Ex Machina


Em Junho!
TEXTO EX MACHINA - EPISÓDIO 2.5 - GRÃO
Cena curta "Grão" de Bruno Alves
Atriz: Liza Schechtmann (sp)
Direção, fotografia e Montagem de Nivaldo Vasconcelos
Assistência - Patricia Galucci
REALIZAÇÃO
Coletivo Volante
Estúdio Atroá
Agradecimento - Maria João Filmes






#alagoas #maceio #maceioalagoas #mcz #dramaturgia #textoexmachina #texto #camera #atriz #diretor #audiovisual #dramaturgia #saopaulo #sp #coletivovolantedeteatro #estudioatroa #mariajoaofilmes

04 fevereiro 2016

Oficina Barracão Teatro - Dia 4



Tiche confia.
Não se assusta com as nossas fragilidades. Sabe que é assim, porque tem tempo de experiência.
Hoje foi o dia mais difícil, porém mais realizador.
Voltamos a pular corda.
 Os níveis de dificuldade iam aumentando. O medo e a insegurança também.
Ela insistia para que não desistíssemos. Sabia que poderíamos superar. Eu em algum momento não sabia, mas estava ali tentando. Me superei em muitos momentos. Perdi e errei em tantos outros. Como é libertador reconhecer que perco é que erro.
Sabe aquela tristeza que bate quando você não consegue? Pois bem. Hoje eu senti, mas a alegria de se superar ela apaga toda insegurança. 
"Não faz juízo de valor. Não pensa no que vão pensar. Faz!" dizia com toda força e verdade.
Hoje tivemos contato com a máscara expressiva. Fomos preparados para isso. Nosso corpo já estava disponível para o desafio, para desafiar-se.
Trabalhamos os deslocamentos a partir da coluna, da face e da máscara. 
Tiche orientava o que assistia e fazia isso com tanta bravura que empolgava a gente.
Tenho aprendido muito por aqui. 
O tempo está passando muito rápido. Não sei o que farei com a máscara daqui pra frente e agora eu não quero nem pensar, pois sei que preciso passar por esse momento. É tudo muito precioso. Ouvi-la é muito enriquecedor. Ver o outro fazendo é uma das melhores aulas da vida.
Tiche em nenhum momento me passou uma verdade absoluta. Tiche tem me mostrado um caminho e principalmente a possibilidade de criar o meu, ou entender o meu.
"A gente não é o que quer. A gente é o que pode". 
Doido ouvir isso, mas ao mesmo tempo tranquilizador.
 Entender o que posso ser hoje me ajuda a buscar o que quero ser amanhã. 
Hoje eu fui um desmantelado pulando corda. Fiz o que pude, mas amanhã poderá ser diferente.
Se perdoar por não saber é uma possibilidade de buscar saber e entender que tudo se processa de maneira diferente dentro da gente e no tempo que tem que ser.
"A vida não é perfeita. Teatro não é perfeição".
Vou sentir saudades da Tiche. 
Amanhã é o último dia, mas essa oficina não termina aqui.
Bruno


 

02 fevereiro 2016

Oficina Barracão Teatro - Dia 2



Tiche nos invade.
Invasão anunciada, prometida, permitida e necessária.
O encontro começa com a sua serenidade transbordando aquela sala.
 Ela é serena, mas forte como um vulcão.
Não temos tempo a perder com mentiras. Quer de nós aquilo que podemos dar. Quer o de mais concreto, real e visível que podemos alcançar.
" não sei da história de vida de vocês, mas sei do que eu vejo e posso tocar". Isso a interessa nessa manhã. Isso a move a provocar em nós uma reflexão.
Aquecemos. Percebemos o nosso corpo no espaço.
"Não há senhor de escravos quando não existem escravos. Não há senhor que comande quando não existem os comandados", dizia e nem precisava explicar mais nada.
Nada nos aprisiona naquela sala. Nada limita o nosso eu que explode de medo.
Eu tremo. Tremo o corpo. Não consigo controlar a respiração. A perna treme. A língua treme querendo gritar. Ela se aproxima do meu ouvido e me pede para liberar a energia:
"Tremedeira é energia presa. Libere".
 As correntes começam a cair. Len-ta-men-te. O fluxo da respiração alcança o corpo todo. Não há corpo escravo da mente. Há corpo querendo ser livre.
OBJETIVA essa mulher!
Não quer devaneios, justificativas ou suposições. Quer o que há de mais concreto e visível que se mostra em nós. Aquilo que podemos ver, mostrar e que nada pode esconder.
Tiche vai direto ao ponto. Nos apresenta as mascaras neutras para que possamos usar e por incrível que pareça a máscara não nos esconde, mas nos mostra e liberta. 
Tiche põe máscaras em nosso rosto para revelar a nossa alma.
Sinto-me despido em muitos momentos. Eram fragilidades e falta de coragem expostas naquela lugar.
Eu não sei. Eu não consigo fazer isso, mas ela me avisou que esse momento chegaria, que eu erraria, porém isso era um passo para encontrar o acerto.
Presença de calma....
Ela quer saber de humanos. Gosta de gente e a máscara ajuda a revelar muito de nós.
Isso dá medo. Isso apavora! Se encontrar diante de todos mascarado revela a nossa condição humana.
" isso é falta de coragem. Termina as coisas, os movimentos...Sem medo de errar" ela me disse durante a minha demonstração.
Desconcertado mais um dia. Estou em busca de um concerto? Não! Busco uma sensação verdadeira, a mínima que seja, cheia de verdade e liberdade não provada antes.
Ela não tem medo.
Tudo poderia ser mais leve se eu me permitisse aceitar a vida em sua fragilidade e plenitude de falhas.
A gente sai da oficina e permanece no estado de silêncio  procurando deixar o corpo entender tudo que foi vivido. 
"Me deixa entrar!" Ela dizia pedindo pra não racionalizar o que poderia ser simples e leve.
Tiche tem me ensinado a errar.
 Errar sem medo, sem culpa. 
Errar com coragem e ousadia.
Saímos. 
Terminamos a tarde (Rayane, Gessyca, Michele, Pedro e eu) numa mesa tomando cerveja e chorando, rindo... Deixando o corpo falar sem medo.

Bruno

01 fevereiro 2016

Oficina no Barracão Teatro - Dia 1


Tiche nos olha e nos vê.
Estava hoje no primeiro dia de oficina diante de uma mulher que carrega nos olhos a leveza da experiência. Isso: a leveza.
Tiche não nos aprisiona. Vai aos poucos nos mostrando o caminho da liberdade e deixa em nossas mãos a possibilidade de experiência-lá ou não.
"Não finja que sente. Seja sincero com você" nos dizia durante os primeiros exercícios.
Tiche tem mais de trinta anos pesquisando a máscara teatral, mas nos dizia que estava ali para aprender.
"Um mergulho dentro de si mesmo" é o que nos propôs nessas primeiras horas. Fiquei desconcertado. Já não sabia o que me levava estar ali, mas estava. Estava querendo estar e feliz estando.
Falava da necessidade de levarmos as coisas com leveza e de não ter medo de dizer bobagens, porque isso nos é permitido a vida toda nesse processo humano de aprendizagem.
 Queria nos mostrar um caminho que encontrou e que continua procurando. "Mergulhar fundo numa coisa permite que a gente enxergue o que está ao redor... Quanto mais a gente mergulha mais a gente descobre".
Como me permitir viver esse momento pela necessidade de vivê-lo e não apenas pela "obrigação" de adquirir conhecimento? Como estar ali e esquecer os vícios do cotidiano todos grudados no corpo? Como permitir que esse corpo mostre o que eu não vejo?
"Às vezes não é a resposta que a gente não encontra, mas a pergunta que não está sendo feita direito" nos dizia.
Tiche nos dizia que estava em processo de escrita do doutorado e que demorou por que precisou de tempo para experienciar as coisas e ter o que falar sobre elas. Que incrível essa mulher!
Ela nos trata por igual nas nossas diferenças. Não tem quem sabe mais e quem sabe menos. Existem os que se permitem e os que não se permitem por achar que sabem. Quer nos mostrar os passos que levou para que entendesse muita coisa, mas que não tenhamos pressa,porque a caminhada é longa e precisa de tempo e paciência.
Desconcerto profundo. Leve e sutil como uma pena que corta o músculo. Ela sabe no que está mexendo.
Esse primeiro dia me deixa sem saber para onde ir, perdido e me reconhecendo como um ator que ainda não sei, que ainda erro e preciso reconhecer o erro, pois dizia que é importante identificar isso para buscar o acerto dentro das nossas possibilidades, porque assim não estaremos estáticos e aprenderemos muito.
Tiche tem amor no olhar e a leveza da humildade de quem já se deixou marcar pela vida.
Alguém assim a gente sente vontade de agarrar bem forte e não deixar sumir nunca mais.
Ela pedia para não nos preocuparmos em anotar as coisas, mas abrir o nosso corpo e a nossa alma para receber o que estava ali.
Tudo está dentro de nós guardado, escondido e esquecido pelo cotidiano que não nos faz perceber e não dá espaço.
Por falar em espaço, ela nos falou da importância de se ter esse espaço para trabalhar. Um lugar sagrado do qual nada do cotidiano atrapalhe a nossa busca.
Hoje foi só o primeiro dia. Amanhã a vida nos surpreenderá muito mais.

P.S.: Não registrei em fotos o dia de hoje. Eu nem lembrei que existem câmeras para fotografar, mas tá tudo aqui guardado com muito amor.

Bruno