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29 dezembro 2016

Carta de Agradecimento



2016 foi um ano difícil para o nosso país.
Hoje queremos agradecer a todas as pessoas e instituições que apoiaram para que a gente pudesse levar o nosso teatro adiante.
Agradecemos ao Estúdio Atroá que foi nosso parceiro no vídeo sobre volante, na produção do material gráfico de divulgação e no projeto “texto Ex Machina”. Por falar em texto ex machina tivemos a honra de ter uma leitura do querido ator Homero Cavalcante.
O SESC Alagoas foi nosso grande apoiador. Nos provocaram e nos impulsionaram a pensar o nosso trabalho e leva-lo a outros públicos. Participamos dos Projetos Palco Giratório, SESC das Artes, Aldeia SESC Arapiraca e do Circuito SESC de Artes onde percorremos várias cidades:  Limoeiro de Anadia, Teotônio Vilela, Feliz Deserto, Lagoa da Canoa e Piaçabuçu. Foi um dos momentos mais enriquecedores que vivenciamos.
Este ano teve muita coisa: Chá da Tarde da Cia do Chapéu, a Oficina o Ator e a máscara do barracão teatro em Campinas, o Colóquio Literatura e Utopia, o lançamento dos Livros de Dirceu Lindoso, o I Cidade de Deus Vive, a Mesa da Mostra de Intervenção e Performance. Ser parceiros de outros grupos no II Festival de Teatro de Alagoas, o projeto Ocupe a Praça com a realização do coletivo Pop Fuzz e da FMAC e a Ocupação do IPHAN com a Cultura Contra o Golpe.
2016 nos trouxe o inicio do nosso novo processo de montagem: “Dona Incelença da Rua”
Mas também foi um ano de espera e decepção. Ainda esperamos a Fundação Municipal de Cultura de Maceió –  a FMAC, que não pagou o prêmio do Edital das Artes de 2015. Que interrompeu a nossa chegada em 10 comunidades de Maceió.
Ganhamos novos amigos, experiência, aprendizado.
Foram 30 apresentações.
Vistos por mais de 3 mil pessoas!
9 cidades visitadas.
Mais de 30 mil visualizações em nosso blog.
2016 nos trouxe a melhor coisa que poderia nos acontecer.
Trouxe você que nos assistiu, acompanhou pela página, curtiu, compartilhou, torceu e nos ajudou com sua vibração e energia a chegar até aqui.
Em 2017 queremos fazer mais teatro e encontrar você mais vezes.
Nosso novo ano vai começar. Sejamos muito felizes!

Coletivo volante

Assista a carta clicando aqui:

22 novembro 2016

Crítica: “Eu vejo a lua” – Um ator invisível em Volante

Por Gessyca Santos

Atrevo-me a começar de trás para frente, porque fiquei pelo avesso quando o assisti. E é dessa sensação que irei falar sem preocupação em expressar neste início de texto alguns aspectos informativos a respeito do espetáculo teatral Volante. Antes disso, escolho o vazio onde tudo acontece, onde a amplitude do espaço e tempo não nos deixa reduzidos ao real, mas nos engrandece nas irrealidades que nos fazem reais.

Foto de Nivaldo Vasconcelos

O começo era o fim e o fim era o começo. Aquela imagem sedimentou em mim. Era um rapaz de braços abertos, apoiados numa estaca de madeira que estava deitada sobre suas costas e enfeitada de fitas vermelhas. Ele vestia uma roupa com cor de tempo, desgastada e um pouco rasgada devido às suas aventuras de andarilho. Nele também existia um cheiro de mar e o vi transitar de água a passarinho num estalar de dedos. Pensei: Para realizar tal manobra, só com ajuda divina! Talvez por isso ele estivesse fazendo uma reza que tinha velocidade de furacão e temperatura de vulcão.
Com esse fragmento de uma existência efêmera, introduzo esta crítica que aborda o espetáculo Volante interpretado pelo ator Bruno Alves do Coletivo Volante, Maceió – AL, apresentado no dia 09 de março de 2016, às 20h, no Teatro Jofre Soares, integrando a programação da 19ª edição do Palco Giratório na etapa estadual do Sesc- AL. Direciono o meu olhar à força do imaginário em “Volante”, a qual tratarei também como caminho para a construção do que seria um “ator invisível”.
Com uma dramaturgia rica em detalhes, lugares e seres diversos, o espetáculo Volante aposta na simplicidade para nos fazer enxergar o invisível. Com o palco quase “vazio”, pude ver monstros, pássaros, mar, carroça, centauro, barco, janela... E tantas outras imagens. Pareciam mais concretas do que, talvez fossem, se estivessem reduzidas a elementos de cena que tentassem traduzi-las ou representá-las em sua complexidade. Pontuarei três signos que se metamorfoseiam durante o espetáculo, para desenvolver esta crítica, considerando o último pouco explorado em suas possibilidades de uso: composição cenográfica/adereço Caetana, tecido azul e bastão com fitas.
O que se vê ao centro do palco é o que considero uma composição cenográfica, composta por um espelho em formato oval, rodeado de flores, apoiado na parte superior de um apoio em vertical (bastão) coberto por um tecido fino, nos dando a sensação de tratar-se de uma figura feminina. Adiante, essa mesma estrutura é utilizada como um adereço, onde o ator utiliza-o a seu serviço, construindo uma espécie de mascaramento, uma vez que veste o espelho sobre sua face e se camufla entre os tecidos, nos trazendo a imagem da morte Caetana. Aqui, o ator some, não por estar camuflado, mas por se fazer invisível ao assumir outra qualidade de energia, movimento e voz, a meu ver, provocadas pelo mascaramento.
Uma rede de tecidos ligados um ao outro através de nós, de cor azul/ciano, vestia o corpo do ator para nos trazer a imagem do mar. Chamo atenção para um fator: Não era a representação do mar distanciada do corpo do ator, não se tratava de uma moldura ou um cenário fixo. O ator vestia o mar e aquele elemento utilizado já não era mais uma rede de tecidos, na relação com um corpo que se colocava em prontidão, comprometido com o imaginário, fazendo-se água, não poderíamos ver outra coisa se não o mar. O ator desaparece mais uma vez.
Do início ao fim do espetáculo, o ator utilizou um bastão onde apoiou os braços, logo se construiu a imagem do personagem em espantalho, não havia sequer um passarinho sobre os seus ombros, no entanto vi uma revoada! “O olho é a máscara e a máscara é o corpo” diz Lecoq, em Volante o olhar e o corpo do ator receberam esses pássaros em seus ombros e os viram voar, um corpo inteiro comunica por inteiro, então, neste caso estar utilizando o bastão/vara complementou a ação física, construindo a imagem do espantalho, mas a força estava na presença física do ator. Embora este elemento bastão, tenha sido bem utilizado em alguns momentos, como o citado, percebi ao longo do espetáculo que tal elemento se tornou um apoio, onde ora construía imagens, ora se tornava algo fixo, sem razão de estar ou limitado em suas possibilidades, talvez ele precisasse de mais descanso, deixando o corpo do ator fluir em diálogo com as particularidades de cada situação cênica. Considerar este ponto é abrir mão da imagem fixa de Severino com os braços presos ao bastão/vara.

Finalizo com um fragmento de Yoshi Oida. Em seu livro “O Ator Invisível” ele diz: “No teatro kabuqui, há um gesto que indica “olhar para a lua”, quando o ator aponta o dedo indicador para o céu. Certa vez, um ator, que era muito talentoso, interpretou tal gesto com graça e elegância. O público pensou: “oh, ele fez um belo movimento!” apreciaram [...] a exibição de seu virtuosismo técnico. Um outro ator fez o mesmo gesto; [...] o público [...] simplesmente viu a lua. Eu prefiro este tipo de ator: [...] O ator capaz de se tornar invisível.”

17 maio 2016

Ocupe a Praça! Ocupamos!

Ocupamos a Praça do Centenário no último dia 08 de maio.
Momento feliz de encontro e partilha, mas ao mesmo tempo tenebroso por conta das brigas do cordão azul e do cordão vermelho.
Tudo seria mais fácil se a gente soubesse brincar, porque “a arte de perder não é difícil de se dominar” diria Bishop ou alguma criança que sabe que o melhor do jogo é jogar.
Gratidão ao Coletivo PopFuzz por todo cuidado, carinho e atenção.
Viva o Ocupe a Praça!
Não desanimemos. Cada vez mais é necessário ocuparmos as nossas praças e ruas. São nossas e ninguém nos tira!

Sobre:
"O ‘Ocupe a Praça’ é uma realização da Fundação Municipal de Ação Cultural em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural e integra o Programa Ações Culturais para Maceió, fruto do convênio nº 798826/2013, assinado entre FMAC e MinC, graças a emenda parlamentar do deputado federal Paulão (PT). Com idealização e produção do Coletivo Popfuzz."


Registro de Rayane Wise



Registro de Bruno



Registro de Rayane Wise

15 março 2016

"Volante" no Palco Giratório 2016

   O Palco Giratório está chegando em Alagoas!
   Somos convidados do SESC-AL representando a cena local.

   Uma honra! 

   Muita alegria!

   Aguardem a programação completa do festival aqui em Maceió.

Divulgação SESC - AL

12 fevereiro 2016

Relatos sobre o "Chá da Tarde"


“Nada Acontece Mesmo Por Aqui?!”

 Aconteceu no último 28 de janeiro a 8º edição do “Chá da Tarde” com o tema “Nada Acontece Mesmo Por Aqui?!”, organizado pela Cia do Chapéu no Complexo Cultural do Teatro Deodoro aqui em Maceió.
 O “Chá da Tarde” é um momento de confraternização entre os artistas das Artes Cênicas de Maceió, no qual dialogamos os pontos positivos e negativos do último ano de produção na cidade. É um ambiente descontraído, com conversa séria e informal, com muito papo sobre arte, sobre desejos, sonhos e indignações.
 No “Chá” tem espaço para muitas questões e todas por lá são bem vindas, visto que dentre os espaços de tentativas de diálogos é este o que mais agrega pessoas e mais tem continuidade. 
 O “Chá da Tarde” possui uma fórmula que há oito anos vem mobilizando e atraindo gente. Todo ano eu espero por esse momento. A gente se sente em casa no “Chá da Tarde” é como uma conversa numa mesa de bar com amigos.
 Esse foi o segundo ano que participei, dessa vez fui como convidado a participar "da mesa" representando o “Coletivo Volante”. Fiquei lisonjeado com o convite.
 Demos início por volta das 19h.
 Thiago Sampaio deu abertura ao encontro falando da escolha do tema que se deu por no último “Chá” terem surgidos muitas falas em que se colocavam em um lugar que nada acontece. Este ano já que aparentemente "nada acontece" a Cia do Chapéu decidiu não exibir na abertura  do encontro o video que faz um resumo dos acontecimentos teatrais da cidade no último ano.
Thiago apresentou a mesa composta por David Oliveira (Clowns de Quinta), Waneska Pimentel (Associação Teatral Joana Gajuru) e o mediador Flávio Rabelo (Cambar Coletivo).
Antes das falas da mesa foi lida por Thiago a carta de Anderson Vieira (Claricena) que por questões geográficas não pode estar presente no encontro representando seu grupo. A carta pode ser lida clicando AQUI!


Todas as fotografias são de André Cavalcanti

 David Oliveira abriu sua fala questionando o próprio tema e revertendo a pergunta ao dizer: “Mas quem diz isso?”. Mostrou-se otimista com o espaço de construção do ano de 2015, falou da precariedade de algumas obras, da necessidade de ter tempo para se debruçar sobre o fazer artístico para aperfeiçoar. Sua pergunta do “Quem diz isso?” reverberou ao longo do encontro com uma tentativa de se entender de onde viriam esses questionamentos ao dizer que por aqui as coisas não acontecem.
 Tentei me responder a essa pergunta que o tema do encontro prôpos. Achei a provocação importantíssima para esse nosso momento de começo de ano.



 Comecei dizendo que as coisas acontecem por aqui!
 Em 2015 tivemos um ano muito movimentado para as Artes Cênicas em Alagoas.
 Em abril e maio o Palco Giratório do SESC acoplou durante todo o mês atividades de formação com artistas das mais diversas regiões do país, além de uma programação intensa de espetáculos. O SESC ainda possibilitou a Oficinas de Dramaturgias em Dança e em Teatro com Vinícius Souza, da qual nasceu o Clube de Dramaturgia que continua investigando a escrita em teatro.
 É também no mês de maio que a Associação Teatral Alagoana - ATA realiza o Maio Teatral com atividades em comemoração ao aniversário do grupo e a data estadual do teatro alagoano.
 Tivemos a Mostra Nacional de Vídeos sobre Intervenções e Performances - Mostra IP que tem como produtor local o Coletivo Careta.
 Em agosto recebemos o Festival do Teatro Brasileiro – FTB com espetáculos da Paraiba e oficinas de formação de artistas e plateia.
 Em Setembro aconteceu o Festival Internacional de Teatro de Objetos – FITO e também o I Filé Teatral da Universidade Federal de Alagoas.



  
 O Coletivo Heteaçã em dezembro fez a sua primeira “Mostra de Teatro Lambe- Lambe”, dentre outras ações e estreias e temporadas do teatro local.
Tivemos muita oportunidade de pensar, assistir e fazer teatro em 2015. 
 Aconteceu muita coisa.
 É nesse mesmo período que é lançado o Edital Municipal Eris Maximiano de Incentivo as Artes e dos 168 projetos inscritos, as Artes Cênicas ocuparam o primeiro lugar ao lado do segmento de  Música com 49 propostas de inscrições.  
 Existe demanda por aqui.
 Nesse mesmo ano a Universidade começa a mudar e oficializar seu Projeto Pedagógico do Curso de Teatro Licenciatura. Inserindo uma formação voltada para o contexto em que estamos inserido e a valorização cultural por aqui existente.
 Surgem “coletivos de teatro”, pesquisa em máscara teatral, teatro de formas animadas, ocupação dos espaços públicos, ocupação de trens, pesquisa em palhaço se amplia, teatro de lambe-lambe, contação de histórias e valorização da oralidade, dentre outras.

E o que não acontece mesmo por aqui?!

 O que me fez pensar que nada acontece mesmo por aqui foi quando enumerei as questões que impedem que as coisas aconteçam mais. Dentre elas o distanciamento politico da classe. Elegemos um colegiado e deixamos que eles por lá se virem sozinhos, sem estarmos juntos para decidirmos em grupo.
 Quando um artista ou grupo levanta uma bandeira por necessidades coletivas tomamos como algo pessoal e nos distanciamos sem ajudarmos a compreender essa necessidade e ampliar a discussão. Somos muito frágeis politicamente, porque não sabemos a força que temos.
 Lembro da Conferencia Livre há alguns anos atrás organizada pela Cia do Chapéu e que dela saíram comissões que se engajariam politicamente. Aquele momento foi marcante para mim como forma de organização do pensamento politico coletivo, uma pena que não rendeu por muito tempo.
 Falei que as coisas não acontecem por aqui, porque muitas vezes olhamos revestidos de um apelo passional para o trabalho do outro e só enxergamos como teriamos feito no lugar dele e não como ele conseguiu fazer, o caminho que percorreu, seu processo de descoberta… Olhar o resultado e o caminho precorrido ajuda a distanciar o ego e traz um olhar mais racional e honesto com a obra do outro.


  
Waneska Pimentel começou sua fala perguntando “O que é acontecer?” e das muitas coisas que ela falou, essa frase perdurou na minha cabeça ao longo dos dias seguintes, porque ela trouxe reflexões muito importantes para aquele momento, quando perguntava: para quem estávamos fazendo? aonde queríamos chegar com isso?
 Ultimamente eu tenho pensando muito nesse “acontecer” que Waneska futucou, porque entendo esse acontecimento como algo de entendimento muito pessoal, da decisão de cada grupo e artista, pois entender o que me faz “acontecer”, onde quero chegar, o que quero dizer, o meu significado para a palavra sucesso, o público que quero encontrar, dentre tantas outras questões, me ajudam a trilhar um caminho mais tranquilo e coerente.
 Flávio Rabelo mediou cada fala. Trouxe questões importantes da fala de cada um de nós e o espaço ao público foi aberto.



 Nivaldo Vasconcelos falou da importância da formação de plateia e principalmente na infância, dando ênfase na necessidade de um teatro infantil que proporcione uma experiência diferente e marcante para as crianças da nossa cidade.


  Depois da fala de Nivaldo Vasconcelos, foi a vez de Louryne Simões (Teatro da Poesia) que trouxe uma questão muito interessante para entender os lugares que dizem que nada acontece por aqui. 
 Louryne falava que quando dizia para alguém que faz teatro, as pessoas logo lhe diziam: “Mas você vai para o Sudeste, não é? Por que nada acontece por aqui!”. Lembrei das vezes que ouvi essa afirmação e da necessidade de desconstrução dela dentro de mim.
 – Não! Eu não vou para o sudeste, porque as coisas que eu acredito também acontecem por aqui!
 Mas o mais difícil não é ouvir alguém que não faz teatro dizer isso, mais difícil é ouvir de quem faz que as coisas não acontecem por aqui ou as que acontecem não possuem valor.


 Udson Pinheiro em sua fala revelou sua chateação com a classe, por nos momentos de votação e decisão política, mediante o poder público, não se fazerem presente. "Representar quem?" Ele nos questionou.
 Ticiane Simões falou da importância do espaço do "Chá da Tarde" e sugeriu outras edições ao longo do ano, inclusive se propôs ajudar na elaboração.
 Ticiane também trouxe para a roda uma discussão gerada na Mostra Surur de Cinema Alagoano, quando na última edição o júri resolveu não premiar nenhum ator ou atriz. Presentes Nivaldo Vasconcelos, Larissa Lisboa e Flávio Rabelo ajudaram a mediar essa questão posicionando para um entendimento mais amplo da situação, já que no regularmento da mostra dizia que poderia acontecer isso.






 O “Chá da Tarde” sempre termina com gosto de quero mais.
 A mesa foi servida. As discussões estavam acesas na ponta da língua. O estômago queria digerir muita coisa, agora com leveza e tranquilidade no coração. Tinha chá e café para todos os gostos, assim como as nossas opiniões.
 Fica aqui o registro desse importante momento para a nossa classe e a espera e disposição para contribuir com os próximos que estão por vir.
Vida longa ao Chá da Tarde!
Evoé!

Bruno Alves




Imagem de Divulgação


31 dezembro 2015

Adeus, 2015!

Sim!
A gente vai se encontrar de novo no ano novo que chega.
E vamos falar das coisas boas e das tristes também.
Vamos olhar nos olhos mais uma vez como se fosse a primeira vez e por um instante infinito estaremos salvo de qualquer medo ou desespero.
A gente vai se encontrar em qualquer esquina ou praça dessa vida e se abraçar como se fossemos amigos de infância e amores de outras vidas.
E nos perdoaremos juntos. E nos amaremos juntos. 
Vamos nos atirar para o alto de olhos fechados, porque estamos aprendendo a voar.
Já é novo esse ano! Já é nova essa nossa vida.
Eu sei que vamos estar perto sempre em qualquer lembrança boa guardada e vivida na memória do tempo.
Foi bom te viver, 2015. Chega com carinho, 2016!


Abaixo o link da nossa Revista Digital criada pelo Estúdio Atroá. Reveja os caminhos volantes:
http://www.youblisher.com/p/1099816-As-Fotos-de-Volante/




Fotografia de Nivaldo Vasconcelos